A Konica Minolta Portugal alerta, no entanto, que o problema nem sempre está na falta de ferramentas: boa parte dos incidentes resulta de configurações incorretas de controlos de segurança já existentes. Foi esta uma das principais conclusões da mais recente edição dos Future Talks, o ciclo de eventos da empresa que, desta vez, se dedicou à cibersegurança.

No encontro, que reuniu profissionais e decisores dos setores público e privado, os especialistas sublinharam que muitas organizações continuam a enfrentar dificuldades para garantir a conformidade e, em simultâneo, proteger infraestruturas críticas e dados sensíveis. O investimento em ferramentas de segurança tem crescido, mas a exposição mantém-se, sobretudo pela falta de integração entre sistemas e pela dificuldade em transformar dados em ações concretas. Daí o apelo a uma gestão mais integrada e operacional da segurança, capaz de tirar partido dos controlos que as empresas já possuem. 

"As organizações enfrentam hoje um quadro regulatório mais exigente e ameaças cada vez mais complexas, e o nosso papel é ajudá-las a transformar essa pressão numa oportunidade de reforçarem a sua segurança. Queremos ser o parceiro que simplifica o caminho para a conformidade com a NIS2 e que acompanha as empresas na sua transformação digital, de forma segura e sustentada", afirma Marta Sousa, Business Development Manager da Konica Minolta Portugal. 

Foi esse o foco da mais recente edição dos Future Talks, que decorreu sob o tema “Segurança Digital – Estratégia e conformidade NIS2” e contou com a Check Point, um dos líderes globais em cibersegurança, como parceira. Em destaque estiveram os impactos da nova legislação, a gestão do risco e as boas práticas que reforçam a resiliência das organizações. 

Conformidade com a NIS2 ainda longe de estar consolidada

Os dados disponíveis mostram que o caminho está ainda numa fase inicial. Um estudo da European Cyber Security Organisation, organização europeia de referência na área, revela que apenas cerca de 17,5% das empresas europeias afirmam estar totalmente conformes com a NIS2. Em Portugal, segundo o mesmo estudo, 63% das organizações esperam atingir a conformidade no prazo de um ano, mas cerca de 75% não alocaram ainda orçamento dedicado à implementação, e muitas enfrentam dificuldades na gestão do risco e na adaptação às novas exigências regulatórias. 

É neste ponto que a Konica Minolta se posiciona, com um acompanhamento consultivo e de diagnóstico que simplifica, orienta e acelera a adaptação das organizações à nova diretiva, ao combinar tecnologia, consultoria e a integração com parceiros especializados, como a Check Point. Para quem inicia ou consolida este percurso, a mensagem é clara: é fundamental começar agora, de forma estruturada e orientada à ação. 

A empresa prepara já novas edições dos Future Talks noutros pontos do país, para continuar a aproximar empresas, especialistas e soluções em torno dos temas críticos para a segurança e a competitividade do tecido empresarial. 

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